Chamadas Encerradas



Vol. 6, nº 7, 2019: Testemunha é aquela que fica - 68 ainda


Para a próxima edição da Odara, propomos, da mesma forma que ocorreu no ano passado, uma parceria com o Claro Enigma, evento organizado por monitoras e monitores do departamento de Ciência da Literatura. O Claro Enigma de 2018 ocorreu nos dias 31 de outubro e 1 de novembro, na semana seguinte da catastrófica eleição presidencial e tinha como título, não coincidentemente, “Testemunha é aquela que fica - 68 ainda”. O evento tinha como principal objetivo pensar os 50 anos desde 1968 e trazer para a discussão as semelhanças e diferenças em relação às atualidade. A mesa de abertura contou com a presença de José Almino, escritor e testemunha do período sombrio da Ditadura Militar brasileira e Lucas Pedretti, membro da Comissão da Verdade e um dos organizadores do projeto “Ocupa DOPs”. O evento foi um grande sucesso no que diz respeito a quantidade de público e às apresentações de trabalhos.

Dessa forma, a Odara vai publicar os textos apresentados no evento e abre chamada para o que chamamos de “textos de criação”. Então, se você tem ou quer escrever contos, crônicas, poemas, resenhas que se encaixem no tema “Testemunha é aquela que fica - 68 ainda” não deixe de nos mandar! Aceitamos também trabalhos visuais, como ilustrações, quadrinhos e fotografias. Os textos e/ou imagens devem ser submetidos até dia 03/05.

Vol. 5, nº 6, 2018: A voz dela é da força de um punho


Precisamos acreditar que as minorias e os movimentos sociais estão, aos poucos, tomando forma e projetando suas vozes para que, finalmente, sejam escutados por aqueles que estão no poder. Nesta edição, a Odara traz uma questão que acreditamos que está na cabeça de todos: a voz feminina e o poder das mulheres em nossa sociedade. Os movimentos feministas que lutam pela legalização do aborto estão cada vez mais presentes. A América Latina se uniu em palavras de ordem como “Ni una menos”, palavras que gritam contra o feminicídio e surgiram após o assassinato de Chiara Paez, de 14 anos, pelo namorado, de 16.

Recentemente, as mulheres argentinas saíram de verde pelo aborto legal, seguro e gratuito. Apesar de ter sido vetada pelo Senado, a possibilidade da descriminalização do aborto causou uma série de mobilizações, inclusive no Brasil, mostrando a força que as mulheres têm.

Angélica Freitas, poeta, feminista e autora de Um útero é de um tamanho de um punho, traz reflexões sobre o papel da mulher na sociedade; uma mulher boa é uma mulher limpa e num útero cabem cadeiras e cabem médicos; e para que se serve um útero quando não se fazem filhos?

Sendo assim, a Odara convida todas e todos a refletir sobre a força da voz feminina na sociedade atual. Aceitamos contos, crônicas, resenhas, poemas, artigos acadêmicos, ilustrações, fotografias, charges, quadrinhos e colagens.

Submissões até 30 de setembro de 2018. Ver "Normas de Publicação"!

V.5, nº5, 2018: Direito à Literatura, Direito ao Grito


A próxima edição da Revista Odara propõe uma parceria com o Claro Enigma. Apesar dos cento e quinze anos do nascimento do poeta, não estamos falando de Drummond; Claro Enigma é o evento anual organizado pelos monitores e pesquisadores do Departamento de Ciência da Literatura da UFRJ desde 2013, e esse ano ocorreu nos dias 07 e 09 de novembro. O interesse dos alunos com o encontro é apresentar, debater e partilhar o núcleo e as fronteiras de suas pesquisas. A Odara adota em seu próximo número o tema proposto pelo Claro Enigma: Direito à Literatura, Direito ao Grito.

O mote do evento é pensar o impasse na reflexão e no fazer literários entre o humano e o inumano gritante. O embate surgiu de uma conversa entre os monitores sobre o texto de Antônio Cândido, Direito à Literatura, no qual propõe que a manifestação de humanidade seria uma expressão inerente à Literatura e cuja fruição deveria ser um amplo direito. À essa noção, contrapôs-se durante o debate a ideia de que a Literatura seria também espaço para o desordenado e o inumano. Por outro lado, um dos subtítulos de A Hora da Estrela, de Clarice Lispector, é Direito ao Grito. O nome anuncia um lançamento naquilo que é desregrado, na busca a dar voz às inúmeras tentativas de um fazer literário árduo, feito mediante a recusa e a dificuldade da forma. Ainda em Clarice, a obra intitulada Água Viva, grande instante de reflexão sobre escrita, havia antes sido nomeado Objeto gritante. Para a escritora, portanto, a literatura gritava, a escrita perdia o contorno e, muitas vezes para os críticos, perdia-se até mesmo o que se considerava ser Literatura.

A Odara e o Claro Enigma decidiram, então, abrir a discussão para pesquisadores, leitores e colaboradores. A revista publicará os artigos apresentados durante o evento e convida os que quiserem integrar-se nesse debate a contribuir criativamente com contos, poemas e crônicas.

Envios até o dia 2 de fevereiro de 2018

V4, nº4, 2017: Desacreditado Mundo Novo


A Revista Odara resolveu falar da barata. Não de barata, mas dela, a barata que nos apresentou Clarice Lispector em A paixão segundo G.H.. O encontro de G.H. com o inseto em um quartinho da própria casa nos revela o repulsivo que nos é oferecido e proposto diariamente. Já não estamos a propor, fomos propostos. É como escreveu o professor e pesquisador Jorge Larrosa em Notas sobre a experiência e o saber de experiência, texto que tem como base o pensamento de Walter Benjamin: “A cada dia se passam muitas coisas, porém, ao mesmo tempo, quase nada nos acontece. Dir-se-ia que tudo o que se passa está organizado para que nada nos aconteça.”

A pobreza da experiência estaria atrelada a um cotidiano fragmentado por contínuas perdas. Ao longo do século XX e no início deste século XXI, vimos despencar as expectativas e serem abandonadas práticas, tanto individuais quanto coletivas, que miravam a autonomia e a partilha de experiências. Algumas vezes elas nos foram retiradas por nós mesmos, a partir do momento em que deixamos de acreditar nas ações que nem nos valemos mais a fazer. Nos contentamos com o que nos foi proposto e com isso cresce a ausência de expectativas, ideais, interesses e motivações. Embaladas por essa desesperança, acabam por se perder, também, as relações de risco - aquelas que nos expõem a certas expectativas e perigos justamente por serem incertas. Fugimos da barata que cruza o nosso caminho.

A equipe editorial da Odara os convida a pensar sobre a morte da esperança e a ausência do ímpeto de aventurar-se em relações de risco sob pretexto e comando da estabilidade. "A segurança tende a tornar-se em muito pouco tempo uma coisa aceita como normal", afirmou Aldous Huxley em Admirável mundo novo. A Odara, por sua vez, não toma a segurança como caminho único e consolidado. Baseado nas inquietações dos membros da revista e inspirados pelos estudantes secundaristas que ocupam escolas em todo o Brasil, abrimos espaço para artigos, contos e poemas que reflitam, a partir da literatura e da crítica, sobre a subversão da desesperança e a criação de novas formas de experiência e de partilha da vida.

V3, nº3, 2016: Real, Impossivelmente Real


A chamada da terceira edição da Revista Odara acaba de sair do forno!

Certos leitores acreditam que a literatura é uma saída para a criação de um mundo outro, a ferramenta para um escape. Outros ainda, desconfiando dessa premissa, chegam à literatura, não como forma de saída, mas sim como mais um fôlego diante do mar revolto da realidade. Ambas as posições nos levam a questionar se a literatura saberia ou não representar o mundo.

O terreno que desejamos adentrar se colocou para nós como uma incógnita: a Ficção Especulativa. Tem este da nossa próxima edição.

Entendida como um gênero moderno e global que inventa um universo diferente do conhecido criando um novo mundo a partir do zero ou modificando a forma como entendemos a realidade, essa expressão artística propõe um novo modo de conhecimento. A ficção especulativa não pretende ser verdadeira ou falsa. Ela gira em torno do "como se", do "imaginemos" e do "suponhamos" na concepção das possibilidades.

Maiores informações acesse o site da nossa plataforma, blog ou página no facebook.

V2, nº2, 2014: Chega de Saudade


TEMA PARA PRÓXIMO NÚMERO:

VINÍCIUS DE MORAES


PRAZO PARA ENVIO DOS TRABALHOS

31 DE JANEIRO DE 2014


PARA CONTRIBUIR ACESSE O LINK:

http://www.ciencialit.letras.ufrj.br/odara.html

Olha que coisa mais linda o que aconteceu no ano de 2013: a comemoração do Centenário de Vinícius de Moraes. Poeta e compositor brasileiro de grande expressão internacional que nos deixou no ano de 1980, mas perpetuou o encanto de suas letras em nossos ouvidos, mentes e corações. Muitas foram as homenagens prestadas a ele, neste ano, por escolas, fãs e autores renomados. E nós não iríamos ficar de fora. Nem você!

Chega de Saudade! A Revista Odara convida a todos para contribuírem com a sua edição #2, que terá como eixo temático a vida e obra de Vinícius de Moraes, abordando todas as possiblidades criativas que nos proporcionam. Contos, charges, ilustrações e artigos inéditos escritos em língua portuguesa com o intuito de alguma maneira prestar honras ao nosso poetinha serão bem-vindos, desde que acompanhados de um breve resumo e seguindo as normas de padronização ABNT.

MATERIAL ACEITO [máximo de 2000 palavras]

No mesmo arquivo, deve conter:

O título do anexo deve estar conforme o modelo: seção_nomedoautor_sobrenomedoautor.extensão

EXEMPLOS:

artigo_william_wilson.doc

resenha_larissa_fernandez.docx

quadrinho_suani_tomaz.jpeg

poema_pablo_rodrigues.docx

V.1, nº1, 2013: Se Essa Rua Fosse Minha


Milhares de vozes ecoaram, nos últimos meses, nos principais Estados e ruas da Federação, trazendo à tona o sentimento de insatisfação do povo brasileiro. Considerada por alguns um momento singular da história do Brasil, ou, para outros, somente um dia difícil para voltar para casa, as manifestações ocuparam todos os canais midiáticos, extrapolando as fronteiras brasileiras. Seja “nas escolas, nas ruas, campos, construções” não houve uma pessoa que não comentasse o despertar do “gigante”. A Revista Odara, privilegiada por nascer nesse momento ímpar de ressurgimento de uma crítica adormecida, convoca todos a se manifestarem, e compor a primeira edição da nossa revista.

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